quinta-feira, 30 de maio de 2013

Egas Moniz


   António Egas Moniz foi um médico, neurologista, investigador, professor, político e escritor português.
   Foi galardoado com o Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1949, partilhado com Walter Rudolf Hess.
Egas Moniz, ficou conhecido pelas suas capacidade e inteligência, mas também:
  *Por abrir as portas da psicocirurgia (doenças psicológicas);
   *Por os pacientes ficarem incapazes de reagir a emoções e de fazer a sua vida normal;
    *Pela  descoberta da Leucotomia pré-frontal;
   *Pela  dor crónica e a doença Parkinson serem tratadas com estímulos profundos.

Catarina Varela e Ângela Rodrigues
(informações baseadas na palestra dada pelo Dr. Daniel Artur Martins)

Caso de Phineas Gage



   Phineas Gage sobreviveu a um acidente de trabalho que sofreu em 1848, em que uma barra de ferro lhe atravessou a cabeça.
   Cento e cinquenta anos mais tarde, Damásio e outros cientistas analisaram o esqueleto e reconstruíram o trajecto seguido pela barra no cérebro de Phineas Gage.        

- Danos causados: 
                 *Perturbação craniana;
                 *Sobreviveu mas sofreu alterações de personalidade;
                 *Sofreu danos na região orbita-frontal/pré-frontal (comportamento social);
                  *Impossibilidade de antecipar o futuro;
                  *Perda do sentido de responsabilidade perante si e perante os outros;
                  *Alteração nos valores (incapacidade de seguir princípios éticos).

   Porém, Phineas Gage manteve algumas das suas capacidades, tais como:
        *Domínio da linguagem: conservação das capacidades de comunicação e expressão;
        *Estrutra e funcionamento corporal: robustez e capacidades físicas intactas;
        *Destreza manual: habilidade no que respeita ao uso e manuseamento dos objetos;
        *Funcionamento da sensibilidade: normalidadee nas sensações corporais, excepto a perda da visão do olho esquerdo.

Catarina Varela e Ângela Rodrigues
(informações baseadas na palestra dada pelo Dr.Daniel Artur Martins)

terça-feira, 28 de maio de 2013

Aprendizagem


         Quando crianças, a palavra aprender é nos frequentemente dirigida. Ir à escola para aprender; aprender com os nossos pais e com as pessoas exemplares que nos rodeiam. Quando adolescentes a palavra aprender passa a ter outra conotação: aprender com os nossos erros.

O tema encontra-se, neste link, com mais informações: http://www.slideshare.net/pirolitas/aprendizagem-22213263
                                               
Rute Ferreira

Comunicação nervosa



   
   Os nervos são, pois, as vias de circulação das mensagens entre o sistema nervoso central, os órgãos sensoriais, os músculos e as glândulas. A informação circula em três tipos de nervos, que fazem parte do sistema nervoso periférico: os sensoriais, os motores e os mistos. Porém, os neurónios não levam o mesmo tempo a reagir a estímulos, daí falar-se em cronaxia, ou seja, a velocidade com que uma célula nervosa se pode 
excitar.

Rute Ferreira

Sinapse


   O processo de comunicação entre os neurónios faz-se através da sinapse, isto é a conexão eléctrica e química entre as telodendrites de um neurónio e o axónio de outros neurónios. É uma ligação funcional entre neurónios para passagem do influxo nervoso. Esta é proporcionada pelos neurotransmissores que, segregados pelas vesículas pré-sinápticas, vão preencher a fissura sináptica.

Influxo nervoso:  Energia ou impulsos elétricos que circulam nos neurónios.

NeurotransmissoresSubstâncias químicas segregadas pelas vesículas sinápticas possibilitam a comunicação entre os neurónios.


Rute Ferreira

Neurónio

   Dentro dos elementos estruturais que integram o funcionamento básico do sistema nervoso destacam- se os neurónios, unidades básicas do sistema nervoso.
São formados por um corpo celular, em cujo interior se situa o núcleo. Diferencia-se das outras células por uma série de prolongamentos a que se dá o nome de dendrites.

 As propriedades dos neurónios são a excitabilidade, que lhes permite reagir a estímulos, e a condutibilidade, que lhes permite transmitir as excitações a outras células nervosas.

                              

Rute Ferreira

Elementos estruturais e funcionais do sistema nervoso humano


      

   Todas as ações que realizamos implicam a execução de actos de natureza fisiológica, executados pelos nossos músculos e glândulas, e atos de natureza psicológica. Estas actividades são realizadas de forma espontânea e natural. Atitudes tão simples como desejar ir a uma festa, gozar o bom tempo, ser amigo das pessoas implica o normal funcionamento das estruturas fisiológicas, cujo controlo está a cargo do sistema nervoso. O que é afinal o sistema nervoso? Quais as suas funções e os seus elementos integrantes?
O sistema nervoso é o que monitora e coordena a actividade dos músculos e a movimentação dos órgãos, é por isso responsável pelo equilíbrio interno do organismo e o equilíbrio do ser humano no meio externo.
O sistema nervoso dispõe de dois subsistemas fisiológicos que se designam por sistema nervoso central e sistema nervoso periférico.



   O sistema nervoso central, desempenha essencialmente as tarefas associadas ao processamento e coordenação das informações. É constituído por duas estruturas nervosas, o cérebro (cérebro anterior, cérebro posterior e cérebro médio) e a espinal-medula.


   O sistema nervoso periférico, desempenha as tarefas ligadas à condução e circulação das informações. Nele se inscrevem os nervos sensoriais, os motores e os mistos (sistema nervoso somático). Dentro deste sistema nervoso destaca-se ainda o sistema nervoso autónomo: simpático e parassimpático (responsáveis pelas alterações de adrenalina).
                                                    
Rute Ferreira

Clonagem humana


  • Clonagem: processo assexuado de produção de clones ou cópias geneticamente idênticas ao ser vivo que se pretende reproduzir.

  • Clonagem reprodutiva: tem sido usada na multiplicação de animais, além da Dolly, muitos mamíferos têm sido clonados. Esta técnica reprodutiva consegue-se pela transferência de informação genética do núcleo de um célula somática pertencente ao ser vivo a clonar para um célula recipiente a que se extraiu o núcleo.
                                            
  • Clonagem embrionária: é um processo semelhante ao da geração de gémeos monozigóticos. Por razões ainda não esclarecidas, o óvulo fecundado clona-se a si próprio, constituindo-se então dois ovos separados, que estão na origem de dois embriões independentes. É um meio de reprodução que permite multiplicar o embrião de um ser vivo para se produzirem gémeos, trigémeos, quadrigémeos, etc.
                                           


  • Clonagem terapêutica: é uma técnica semelhante à clonagem reprodutiva, contudo diferencia-se por dispensar a estadia do embrião num útero com a finalidade de se tornar num novo ser. O que se pretende não é a duplicação de um ser vivo, mas a produção de células-tronco embrionárias com as quais se constroem tecidos e órgãos para transplantes.
                                            
Débora Ferreira

O ambiente e desenvolvimento epigenético

   A maioria do que nos constitui resulta da relação de fatores hereditários com fatores ambientais.                     
  • Meio pré-natal:

   Ainda na vida intra-uterina, muitos fatores se fazem sentir no embrião. Milhares de crianças nascidas com deformações físicas, por efeito da ingestão de talidomina (medicamento então indicado para grávidas). Temos também o caso da rubéola, em que grávidas nos dois primeiros meses tenham contacto com crianças afetadas pode provocar cardiopatias, cegueira por cataratas, surdez e atraso mental na criança em gestão. As radiações atómicas provocam mal formações nos embriões. Há também outros problemas relacionados com o tabaco, toxicodependência, o alcoolismo, a má alimentação da mãe, más condições de higiene e perturbações emocionais.

                                            
  • Meio pós-natal:
   Segundo Tankiewicz, o aumento da estatura na população atual deve-se à melhoria das condições de vida, incluindo alimentação, higiene e assistência médica, entre outras.

  Assim podemos justificar a média superior do peso e da estatura que as crianças subalimentadas de África. A estatura dos espanhóis diminuiu significativamente após à Guerra Civil.

                                     
Débora Ferreira

Prematuridade e Neotenia

Biólogos, etólogos e psicólogos, unanimamente, consideram que as principais diferenças entre o homem e os animais incidem numa espécie de inacabamento biológico do primeiro, pois as outras espécies revelam um acabamento desde muito cedo.
   Por um lado, os animais apresentam um ritmo acelerado de desenvolvimento, autonomia que os liberta relativamente aos adultos; pois revelam-se precoces na manifestação de características adultas. Distintamente, o homem demora vários anos a comportar-se como adulto; ao nascer apresenta-se como prematuro, destituído de capacidades desenvolvidas, sendo que mesmo em adulto continua a manifestar traços juvenis, daí a eterna perpetuação da infância.
 Para caracterizar o inacabamento do ser humano, Savater usa termos como "traços fetais", "indeterminação", "espécie menos crescida" e "menos decidida". A prematuridade ou inacabamento biológico do ser humano designa-se por neotenia e é denunciada através do atraso no desenvolvimento e consequente dependência prolongada.

Neotenia - Atraso no desenvolvimento que determina que as características juvenis se mantenham na idade adulta.

Como neoténico, o ser humano manifesta um retardadmento na evolução, no desenvolvimento do cérebro e prolonga a sua morfologia juvenil até à vida adulta. Desta foma, o homem envelhece sem estar completo, constituído por apontamentos ligeiros, sem ultrapassar certos traços adolescentes, daí a maior diferença entre a morfologia dos jovens e dos adultos nos animais do que nos homens.

Possuir carácter neoténico significa que:

  • o desenvolvimento se processa lentamente, o que provoca atrasos na maturação de competências adequadas ao desempenho de papéis próprios do adulto; a criança não nasce com capacidades desenvolvidas que lhe permitam sobreviver: 
  • a maturação nunca está completamente terminada, pois a pessoa continua a manter características próprias da idade juvenil; a forma oval do crânio e a cavidade occipital que se situa na sua base são aspetos juvenis que o adulto conserva; 
  • ao chegar à idade adulta, a pessoa não se estratifica significativamente, continuando aberta a novas aprendizagens; ser adulto significa disponibilidade para adquirir formas inovadoras de ultrapassagem de obstáculos. 
Uma das consequências da neotenia é a duração interminável da infância no ser humano, pois a fragilidade e a incompletude da criança fazem-na depender absolutamente do adulto, o que se considera como um factor de promoção de múltiplas e infindáveis aprendizagens. A aprendizagem é um processo psicológico fundamental no ser humano, é a partir daí que este adquire estratégias de adaptação ao meio físico e social; pois ao aprender, o ser humano compensa em abertura e liberdade o que no animal não existe.
  O carácter inacabado confere plasticidade ao ser humano, dando-lhe múltiplas possibilidades, pois cada ser humano possui a capacidade cerebral de descobrir estratégias adequadas à vida em qualquer ambiente da Terra, desde o deserto às montanhas. Desta forma, é possível garantir a evolução e o desenvolvimento em variadas perspetivas; a plasticidade neuronal aliada à diversidade comportamental, facilita a resolução de vários problemas.
  A sociabilidade humana (capacidade de desenvolver relações estáveis com os outros), pode ser vista como um reflexo da dependência juvenil. O ser humano nasce e permanece impotente, necessitando de proteção e cuidados por parte dos adultos; no entanto, tal dependência pode traduzir-se em enriquecimento para a criança, para os pais e para a sociedade. A criança beneficia da vinculação estabelecida com a mãe, daí o sucesso nas relações sociais e dos laços afetivos estabelecidos na sociedade.
  A capacidade de aprender continuadamente, de imaginar as mais variadas soluções e de estabelecer relações sociais estáveis implica notáveis características do cérebro humano que nos tem afastado progressivamente das outras espécies.


Ângela Rodrigues

Mutação e Variação

   Os fatores ambientais interferem, na expressão dos caracteres que nos são transmitidos hereditariamente. Os resultados destas interferências podem fazer-se sentir diretamente nos indivíduos ou na sua descendência.
   No primeiro caso fala-se de variação e de mutação no segundo.

   As doenças contraídas por contágio, ou mal formações provocadas por acidente, tal como todos os benefícios de uma prática saudável de vida, dizem apenas respeito aos indivíduos, não sendo transmitidas aos seus descendentes.


  •  Variação: Alterações no indivíduo provocadas pelo meio. São modificações processadas a nível do fenótipo, não afetando o código genético.
   Os resíduos radioativos e os raios x, são capazes de provocar respetivamente mal formações consideráveis nos descendentes e de alterar o seu programa de informação e de transmitir aos seus descendentes as modificações sofridas.

  • Mutação genética: Alterações do património hereditário que se transmitem às gerações futuras. São modificações processadas a nível do genótipo.
                               

Débora Ferreira

Programa Fechado e Programa Aberto

   Os homens e os animais dispõem de programas genéticos que são "responsáveis" pelas características que estes possuem, nomeadamente as fisiológicas, psicológicas e comportamentais.
   Os animais, desde muito cedo, conseguem saber quais as melhores presas, a forma mais eficaz de as capturar, selecionar locais de refúgio, técnicas para construir abrigos, a altura exata de seduzir os seus parceiros e as condutas de proteção dos seus filhos, tudo isto de forma instintiva.
   Todo este processo está inscrito na sua natureza, resulta do código genético próprio de cada espécie, determinando as condutas que cada indivíduo efetua com vista à sobrevivência e à continuidade da espécie. Decorrem dois aspetos característicos com esta programação prévia:
  • o animal faz o que deve fazer, através de condutas ajustadas às situações, tornando-se em especialistas competentes cumpridores rigorosso do que está inscrito no seu programa genético; 
  • o animal carece de de originalidade ao reagir às situações ambientais; pois as suas condutas são estáveis e uniformes, não variam entre indivíduos da mesma espécie. 
    O homem não é tão hábil nas condutas como os animais, no entanto, está apto a deitar a mão a várias tarefas. Uma vez que não tem uma competência cega como os animais, tem de aprender ou inovar em busca de uma forma mais adequada de realizar as atividades. O ser humano dispõe de uma margem de liberdade possibilitadora de comportamentos originais devido a ter nascido com uma falta de capacidades fixas e definitivas para reagir esteriotipadamente.
    Com o objetivo de diferenciar os modos de reagir uniformes e geneticamente programados próprios dos animais e o repertório comportamental humano susceptível a variações e ampliações de acordo com a aprendizagem, Konrad Lorenz introduziu na etologia os conceitos de programa fechado e programa aberto.

Programa Fechado - Sequência organizada de comportamentos rígidos predefinidos no património genético da espécie e atualizados inatamente.

Programa Aberto - Sequência de comportamentos a definir pelo homem na interação do património genético com o meio ambiente e com aquilo que aprendeu.
   A diferença destes dois programas está no contraste entre modos preestabelecidos de reagir e a originalidade de formas aprendidas de comportamento, onde a repetição esteriotipada e mecânica dá lugar à inovação.
   De acordo com Fernando Savater, o ser humano está programado como "ser", mas não como "humano".

  • Enquanto "ser", o homem dispõe de um programa auxiliar à sua estrutura biológica; com processos característicos à maturação e ao desenvolvimento do organismo. Da mesma forma, é possível antecipar as reações do corpo em certas circunstâncias, sendo capazes de prever os efeitos orgânicos de doenças e os comportamentos típicos do mau funcionamento glandular. Na perpetiva biológica, o homem obedece às leis gerais da vida, onde a programação genética não dá margem para grande abertura. 
  • Enquanto "humano",segundo Savater, o homem dispõe da "capacidade inata de levar a cabo comportamentos não inatos". O homem não é determinado pela espécie, mas sim um ser capaz de comportamentos únicos; daí a sua programação ser uma grande abertura. Os aspetos inatos, rígidos e específicos das condutas dão lugar aos comportamentos livres e aprendidos. 
    A constituição do ser humano como sistema aberto confere-lhe permeabilidade no meio e o benefício de tirar partido das situações: aprender coisas novas, corrigir erros, melhorar a ação, inovar estratégias, evoluir no tempo, adaptar-se às circunstâncias; pois o homem surge como um ser dotado de disponilidadepara aprender a entregar-se a comportamentos inovadores.

Ângela Rodrigues

A complexidade do ser humano e o seu inacabamento biológico

Comparando a estrutura complexa do ser humano com o funcionamento elementar dos animais, os seres humanos são capazes de efetuar condutas originais e diversificadas, mostrando assim a evolução que sofreu ao longo dos tempos. Os modos de organização fisiológica e psicológica propícios a um enorme e diversificado conjunto de ações e reações levaram á evolução e cerebralização da espécie, o que proporcionará uma adaptação ao meio. Através do processo de complexificação, o simples modo de reagir dá lugar a novas formas de conduta progressivamente elaboradas, pensadas e individualizadas. Assim sendo, o Homem mostra-se como um ser multidirecional, uma vez que não é programado a percorrer um caminho com uma única via, pois é um ser complexo e necessitado de uma livre adaptação às condições ambientais.

Filogénese e Ontogénese

A Evolução da Espécie

   Filogénese - Origem e evolução das espécies desde as formas mais elementares de vida até ao aparecimento de seres mais complexos, como é o caso do ser humano.

    O progresso da espécie humana advém das longínquas origens da vida até à forme que o homem assume nos dias de hoje. A evolução refere-se ao conjunto de processos modificados nos seres vivos, dos mais elementares aos mais complexos.
     Segundo Darwin, os seres vivos não são todos iguais, têm caracteres que os individualizam (destreza, robustez e agilidade), aptidões geradoras de sucesso. Deste modo, os seres vivos são capazes de sobreviver, reproduzir-se e transmitir os seus caracteres às futuras gerações.
Seleção Natural - Eliminação dos seres vivos que carecem de qualidades de adaptação que garantam a continuidade da espécie nas gerações vindouras.

    Para perceber as origens da vida, seria necessário recuar no tempo e compreender como é que os peixes evoluíram para repteis, posteriormente para mamíferos primitivos, mais tarde para primatas e constatar como se processou a sua transição para homem. Depois de ter resistido a enormes obstáculos com o decorrer dos tempos, a espécie mostra ter elevadas capacidades adaptativas e provenientes de mutações genéticas.

O Desenvolvimento Individual

Ontogénese - Desenvolvimento do indivíduo ao longo da sua vida, desde o embrião e prolongamento até à velhice.
O conceito de desenvolvimento surge a partir de alterações na complexidade do interior do organismo. Na evolução do individuo existem estádios que se vão sucedendo numa ordem fixa, embora variando o seu tempo de permanência. Em virtude da pouca importância dada à criança, as investigações de psicologia na área do desenvolvimento era praticamente inexistente, pois a criança era vista como um esteriótipo perpetuado. Por uns, a criança era encarada como uma espécie selvagem, quase sem humanidade, sendo considerada na categoria dos primitivos e dos deficientes mentais; outros viam nela um adulto em miniatura, pressupondo que a sua mente era igual à de um adulto.
    Ao não ser reconhecido o seu estatuto próprio, a criança sofria negativamente na sua educação; pois pais, professores e perceptores pretendiam que ela assumisse condutas e atitudes adultas, sem que dispusesse de estruturas adequyadas correspondentes às expectativas. A única diferenciação que se fazia entre crianças e adultos era perspetivada no crescimento e não no desenvolvimento.
   Apenas no século XX, a psicologia do desenvolvimento se tornou uma área especializada de conclusões mais amadurecidas; pois compreende as mudanças contínuas do ser humano ao longo da sua vida e descobre as razões dessas mudanças.


Lei da Recapitulação Ontofilogenética

Ernest Haeckel, investigador biogenético do século XIX, estabeleceu uma relação entre filogénese e ontogénese, conhecida como Lei da Recapitulação Ontofilogenética.
  • A teoria de Haeckel era de que a ontogénese é uma espécie de reprodução da filogénese. Esta teoria defendia que as fases de desenvolvimento do embrião humano se assemelhavam às fases percorridas pelos organismos inferiores na escala filogenética. Por exemplo, as guelra existentes nos fetos humanos corresponderiam às guelras dos peixes, nossos antepassados de espécie. Em ideias relacionadas com o Performismo, a teoria da recapitulação de Haeckel está ultrapassada, pois estudos na área da embriologia mostraram que tem de ser corrigida em vários aspetos. 
  • Stephan Jay Gould, investigador que mais contribuiu para alterar a teoria, propôs uma inversão da lei da recapitulação: não é a filogénese que determina a ontogénese, mas sim a ontogénese que determina a filogése. Isto decorre a partir das adaptações que cada ser humano sofre para garantir a sua sobrevivência, pois a a vida de cada ser humano não está escrita na história da espécie. A evolução da espécie será o que os homens lhe proporcionarem devido aos progressos que individualmente são capazes de efetuar. 
    Desta forma, cada um de nós não é um ser limitado pelos condicionalismos da espécie, mas sim um ser aberto capaz de se superar e de resolver de forma inovadora as dificuldades que enfrenta na vida.

Ângela Rodrigues

Preformismo e Epigénese

    Na espécie humana se considerarmos o desenvolvimento de determinadas características e capacidades tais como a linguagem, podemos constatar o papel desempenhado pelos fatores genéticos, pois só o ser humano é dotado da capacidade de falar e manifesta e se adquire no relacionamento com as outras pessoas.

   O preformismo é uma teoria que sustenta a ideia de que no ovo já estão presentes todas as características futuras do indivíduo, independentemente do meio onde este se desenvolve.

   Somos um produto ináto da hereditariedade e da genética. Só somos aquilo que os genes nos derem.


  •  Preformismo: tese segundo a qual o desenvolvimento individual prossegue um rumo predeterminado, em virtude da programação inscrita no código genético.
   A epigénese tem uma posição construtiva do desenvolvimento, considera-o como um resultado da combinação integrada de fatores genéticos e ambientais. Defende que somos o resultado da genética mas também do que a rodeia (a sociedade, o ambiente...)


  •  Epigénse: tese segundo a qual o desenvolvimento do individuo se processa através da ação recíproca estabelecida entre a genética e o ambiente. 


                     Débora Ferreira

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Cognição- Percepção

Cognição
  • Processo cognitivo é uma atividade intelectual implicada na compreensão, processamento, utilização e comunicação do saber.
Esta é uma atividade complexa que se realiza à custa de outros processos, os seguintes:
-perceção, para contactar e apreender os objetos;
-aprendizagem, para adquirir conhecimentos e condutas novas;
-memória, para conservar o que se aprendeu.


Quanto à percepção:
  • Perceção é o processo de organização e interpretação da informação proveniente dos estímulos do meio, de modo a identificarmos os objetos e acontecimentos significativos que nele ocorrem.
Podemos dizer que a perceção é seletiva, ou seja, não tomamos consciência de tudo o que se passa à nossa volta. Existem muitos estímulos perante os quais nos comportamos como se não existissem. Essencial à perceção, existe a atenção que é um processo capaz de bloquear uma quantidade muito grande de estímulos que só iriam perturbar a atividade cerebral de descodificação. A atenção, mecanismo selecionador de estímulos, é, por consequência, um mecanismo protetor do cérebro.

 Os fatores da atenção:

          A atenção é condicionada por duas ordens de fatores:
  • Uns, inerentes ao objeto, servem para o evidenciar, de modo a cativar a atenção do sujeito. São eles: a intensidade, o contraste, o tamanho, a cor, o movimento, a luminosidade e a novidade.
  • Outros, ligados ao sujeito, predispõem-no a dar atenção a umas coisas e não a outras. Entre eles: as necessidades, as motivações, os gostos, os hábitos, as expectativas, a profissão e a experiência passada.

 Segregação figura-fundo no processo percetivo:

         O campo percetivo é constituído por figuras que se destacam de fundos. Figuras e fundos apresentam caracteres opostos, pelo que se segregam mutuamente. Em termos percetivos, esta segregação permite boas perceções.
Quando o contraste não está bem estabelecido (quando há indiferenciação figura-fundo) ou quando a figura e o fundo são reversíveis, temos dificuldade em percecionar.
1º caso- não sabemos de que objeto se trata.
2º caso- ficamos indecisos entre um objeto ou outro, dado que tanto a figura como o fundo podem funcionar simultaneamente como figuras ou como fundos.

Constância percetiva:

         A constância percetiva é a tendência para ver os objetos sempre com a mesma cor, tamanho e forma, embora saibamos que a cor varia com a luz ambiente, que o tamanho varia com a distância a que se encontra dos nossos olhos, e que a forma varia com a posição em relação à nossa linha de visão. Este processo, facilita a nossa adaptação ao mundo, vendo-o sempre como algo de habitual, de conhecido, e não como um conjunto de objetos em modificação permanente, de acordo com as mudanças das imagens percecionadas.

Fatores de significação no processo percetivo:

         Estes factores fazem com que a perceção, fenómeno de captação do mundo, se transforme noutro fenómeno em que o mundo é parcialmente criado pelo sujeito que perceciona.
A idade da pessoa, o sexo, a cultura, as motivações, a profissão, a experiência anterior, as expectativas e o estatuto social são fatores que se projetam nas situações fazendo com que elas deixem de ser situações objetivas, independentes do sujeito, para passarem a ser situações para um sujeito, particularmente vividas, transfiguradas pela interioridade desse sujeito.

Video de apoio: http://www.youtube.com/watch?v=RAYJ1BMP7w4
Filipa Alves

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Genótipo e Fenótipo

   O ser humano não herda características acabadas, mas sim potenciais genéticos que podem ou não, desenvolver-se. Para compreender a ideia de herança de caracteres inacabados, temos de saber o que é genótipo e fenótipo.
  
  •  O genótipo ou genoma, refere-se ao conjunto de todos os genes de um indivíduo. Estes caracteres não são visíveis,  são elementos de natureza química e a sua combinação pode originar determinadas características.
     Genótipo: Conjunto de genes que constituem o património hereditário de cada indivíduo (não se vêm fisicamente).

  • O fenótipo diz respeito aos caracteres observáveis nas pessoas, como por exemplo a estatura, a cor dos olhos, o funcionamento do fígado ou do ritmo cardíaco de cada indivíduo, até à sua capacidade de raciocínio ou ao modo como este interage com os outros, são tudo aspetos que fazem parte do Fenótipo.
   Fenótipo: Conjunto de características fisiológicas, psicológicas e comportamentais que se manifestam como resultado do genótipo em interação com o meio ambiente (vê-se fisicamente - é a expressão do genótipo).

Débora Ferreira

Psicologia Criminal

   A Psicologia é um ciência muito abrangente que se ramifica em diversas áreas. Entre elas destacam-se a Psicologia Criminal. Esta apresentação destacará as principais funções dos psicólogos desta área e a sua aplicação no mundo real.


Trabalho sobre a Psicologia Criminal: http://www.slideshare.net/pirolitas/psicologia-criminal-21752574

   Rute Ferreira
                                                                               * Luís Barroso
                                                                                         * Vanessa Rodrigues 
*( elementos não participantes na realização deste blog)

Transmissão genética da cor dos olhos

   A transmissão de caracteres de pais para filhos obriga nos a estabelecer uma distinção entre genes dominantes e recessivos.

  Gene dominante: Aquele que produz efeito mesmo que esteja presente em apenas um dos cromossomas do par.
 
  Gene recessivo: Aquele que só produz efeito quando está presente nos dois cromossomas do par.

   Por exemplo, em relação à cor dos olhos, se um filho herdade um gene castanho da mãe e um azul do pai, apresentará olhos castanhos. O gene castanho, que se manifesta, é o dominante. O azul, que, do presente não se manifesta, é o recessivo.



                                                                                                                                                                                                                                                                         Débora Ferreira

Influências genéticas e epigenéticas no comprtamento


     Mendel foi o pioneiro, em 1866 do estudo de como se transmitem os caracteres de pais para filhos.
   Na segunda metade do século XX, James Watson e Francis Crick, impulsionaram o desenvolvimento das investigações relativas à hereditariedade, ao descobrimento a estrutura da molécula do ADN.
* Hereditariedade específica e individual
   A nível de espécie o ser humano tem parecenças, contudo cada um de nós é um ser individual/único.
   Por isso, há dois tipo de características que nos são transmitidas geneticamente dos nossos progenitores: aquelas que são comuns a toda a espécie, que se manifestam em todos os indivíduos e aquelas próprias de cada um de nós, são mais originais. Daí podermos falar de hereditariedade específica e individual.
   Hereditariedade específica: Transmissão à geração seguinte das características comuns aos indivíduos de uma espécie e que os diferencia de todas as outras espécies.

   Hereditariedade individual: Conjunto único de características herdadas por um individuo e que o distingue de todos os que integram a sua espécie.



                                                                                                                                  Débora Ferreira

terça-feira, 21 de maio de 2013

Psicologia do trabalho e das organizações



 Neste trabalho, iremos dar a noção desta psicologia, referindo também as áreas em que atua e como atua.
 Possuí, ainda, um vídeo (no power-point) sobre a emancipação da mulher no mundo do trabalho.

Trabalho sobre a Psicologia do trabalho e das organizações: http://www.slideshare.net/pirolitas/psicologia-do-trabalho-e-das-organizaes-21613502


                                                                                                                             Catarina Varela
                                                                                                                               Ângela Rodrigues
                                                                                                                                 *Francisco Rodrigues
                         
                                                                                                                                         *(elemento não participante na realização deste blog).

Psicologia Criminal

Neste trabalho sobre Psicologia Criminal, iremos dar a definição de Psicologia Criminal ou Forense,
referindo também as áreas em que atua e como atua. Apresentaremos, também, um caso referente a este tipo de psicologia ( referido na publicação anterior).




Filipa Alves 
Débora Santos
* João Andrade

*( elemento não participante na realização deste blog)

Caso de Psicologia Criminal


De autoridade a homicida-Cabo Costa
António Luís Costa, é o nome do “psicopata” que deixou a sua marca em Santa Comba Dão no ano de 2006.Responsável por três assassinatos a sangue frio a jovens locais, Cabo Costa, após uma longa investigação, constituição do perfil psicológico do criminoso, perseguição do suspeito a pé até Fátima pelos inspectores da Judiciária, foi finalmente detido em 24 de Junho de 2006,sendo acusado de 3 homicídios,3 crimes de dissimulação de cadáver, crime por profanação de cadáver, 2 crimes de tentativa de coacção sexual e um crime de denúncia caluniosa.’’Toy’’ conhecido assim em SCD alegou sempre a sua inocência e permaneceu calado em todas as sessões do tribunal. Segundo a acusação, Costa agiu sob um impulso sexual e, desde o início, tentou ser considerado mentalmente insano como um meio de escapar do julgamento. Porém, dois exames psiquiátricos concluíram que o réu era saudável o suficiente para suportar o julgamento. Segundo a defesa, os exames psiquiátricos não encontraram psicopatia ou nenhum comportamento sexual promíscuo. Este caso provocou grandes críticas ao Estado Português devido á pena máxima se encontrar apenas nos 25 anos de prisão.

P.s- Este caso integra-se num trabalho sobre Psicologia Criminal, que será publicado posteriormente.

Filipa Alves
 Débora Santos
*João Andrade

*(elemento não participante  na realização deste blog).

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Diferença entre Condicionamento Clássico e Condicionamento Operante


É possível estabelecermos uma diferenciação entre o condicionamento clássico e operante, partindo de quatro critérios:
  • Estímulo. No condicionamento clássico, o estímulo é específico e identificável e é apresentado num curto espaço de tempo. No operante trata-se de um conjunto de estímulos não identificáveis e são apresentados durante um período longo de tempo.
  • Resposta. No clássico, a resposta é específica à situação criada, é involuntária e executada mecanicamente. No operante, a resposta não é específica, é dada ocasionalmente e é voluntariamente iniciada pelo sujeito.
  •  Relação resposta-reforço. No clássico, o reforço antecede e é independente da resposta. No operante, o reforço sucede e é dependente da resposta.
  • Atitude do sujeito. No condicionamento clássico o sujeito é passivo, na medida em que a resposta não é da sua iniciativa. No condicionamento operante, o sujeito é ativo, decidindo os comportamentos a efetuar.


Condicionamento Operante- Experiência de Skinner.










Condicionamento Clássico- Experiência de Pavlov.













Filipa Alves

Condicionamento operante- Experiência de Skinner


O condicionamento operante considera que as consequências de um comportamento podem influenciar a probabilidade de este ocorrer novamente. 
Se essa consequência for agradável, a frequência do comportamento vai aumentar, designando assim esta consequência como um reforço. Porém o reforço pode ser positivo ou negativo, se a seguir à conduta for apresentado um estímulo apetecível (reforço positivo) ou retirando um estímulo aversivo (reforço negativo).

Mas caso a consequência seja desagradável a frequência do comportamento vai diminuir, logo vamos chamá-la de castigo.
O condicionamento operante foi designado pelo investigador Skinner, que para mostrar este processo, recorreu a uma experiência com um rato: Skinner colocou um rato faminto numa caixa em que, para este se alimentar, teria que aprender accionar uma alavanca. Já dentro da gaiola, o animal começou por executar movimentos exploratórios desordenados. Num certo momento, por acaso, carregou na alavanca, o que lhe mereceu uma bolinha de comida. Posteriormente, e ainda por acaso, o rato voltou a accionar a alavanca, pelo que voltou a receber uma nova dose de comida.
A dada altura, o rato começou a associar a resposta operante -accionar a alavanca- ao reforço -dose de alimento. Feita a aprendizagem, a partir daí, o rato passou a permanecer próximo da alavanca e a premi-la com maior frequência.
Filipa Alves

Condicionamento Clássico- Experiência de Pavlov.

O Condicionamento Clássico, também conhecido por condicionamento de Pavlov, foi proposto por este investigador numa experiência com cães. A ideia é que depois de um certo numero de ensaios o cão fizesse algo que não fazia antes, ele teria aprendido alguma coisa. 

Pavlov criou um cenário experimental que lhe permitia observar os estímulos e as respostas do sujeito da experiência, de um cão. Pavlov constatou que o cão salivava naturalmente ao estímulo carne, sem necessidade de treino. Na teoria pavloviana, diz-se que o estímulo incondicionado – carne – produziu uma resposta incondicionada – salivação. 
De seguida, Pavlov fez soar uma campainha segundos antes de dar a carne ao cão, e este respondeu salivando. Pavlov repetiu várias vezes a sequência dos estímulos som e carne. Certa altura, Pavlov apresentou apenas o estímulo som da campainha e verificou que a resposta salivar do cão era igual à que dava ao estímulo incondicionado – carne. Neste caso, ocorreu o processo de condicionamento: o cão deu uma resposta condicionada – salivação – a um estímulo condicionado – som. A resposta condicionada ou reflexo condicionado resultou de um processo de associação de estímulos, o incondicionado e o condicionado.
1- O cão responde à comida salivando. 2- O cão não responde ao som.
3- O cão responde salivando ao estimulo som e comida.
4- O cão responde salivando apenas ao estimulo som.
Filipa Alves

Funcionamento global do cérebro humano




O sistema nervoso central tem como função geral a coordenação das nossas atividades. É constituído por duas estruturas: a espinal-medula e o cérebro.

Espinal- Medula

 
 
  A espinal-medula é uma massa nervosa situada no interior e ao longo da coluna vertebral, que lhe serve de proteção. A parte interna da medula (substância cinzenta) é formada por neurónios sem bainha mielínica; a parte externa (substância branca) é formada por neurónios com bainha mielínica.
   A espinal-medula é o principal centro coordenador das atividades reflexas, como por exemplo, o reflexo rotuliano. Por isso, é um órgão importante como mecanismo de defesa contra agressões do meio, na medida em que as suas respostas são diretas e automáticas, ocorrendo antes de qualquer decisão cerebral.

 
 Exemplos: fechamos mecanicamente os olhos se nos entrar um cisco, levantamos a perna quando nos picamos num pé ou retiramos a mão quando apanhamos um choque.

 
  Objetivo: é sempre para defesa do organismo em relação ao agente agressor do meio.
   É também um centro condutor. Qualquer decisão, seja para andar, para falar ou para fazer outro movimento, requer troca de mensagens entre a espinal-medula e o cérebro.

 
  Curiosidades: quando um eletricista vai verificar a corrente elétrica de um cabo, verifica sempre com as costas da mão e não com a palma. Pois, sempre que nos magoamos na palma da mão temos a tendência de a fechar; sempre que nos magoamos nas costas da mão afastamo-la. Assim, para não correr o risco de ficar eletrocutado, o eletricista usa as costas da mão para fazer o teste.


Cérebro

O cérebro é uma massa nervosa que também se encontra protegida por uma estrutura óssea - a caixa craniana. A parte interna do cérebro contem substância branca, sendo a exterior (o córtex cerebral) constituída por substância cinzenta. O córtex significa casca, sendo a casca, é o que se vê melhor. É de dimensões razoáveis, ocupando toda a superfície externa do cérebro, e que, nos seres humanos, constitui cerca de 90% da totalidade cerebral. Por isso, quando se olha para uma figura que representa o cérebro humano, o córtex cerebral, ou, simplificadamente o córtex, é a parte mais visível. O córtex é a estrutura nervosa que assegura a superioridade humana, isto é, a enorme capacidade de processar informações e de atribuir significados às situações e aos acontecimentos do mundo.



Catarina Varela

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Reflexão do Filme "Memento"



Ficha Técnica:
 
Título: Memento
Origem: EUA
Director: Christopher Nolan
Género: Drama Suspense
Duração: 113 miuntos
Música: David Julyan
Elenco: Guy Pearce, Carrie-Anne Moss e Joe Pantoliano
 

 Breve análise do filme:

 E se um dia acordasse e não se lembrasse de onde está e porque está? Se tivesse uma conversa e não se lembrasse da pessoa com quem a teve ou a conversa que teve a menos que apontasse? Leonard perdeu a capacidade de memória após a morte de sua esposa, que havia sido violada. Após esse incidente o seu objetivo é encontrar o culpado responsável pela morte de sua esposa. E será que ele já não haveria encontrado e não se lembrava? Memento integra um enredo e uma história. Uma das narrativas é a cores e outra a preto e branco. As sequências a preto e branco revelam Leonard a falar com um desconhecido ao telefone sobre um caso relacionado com o seu trabalho – investigador de seguros – antes do ataque. Ele fala sobre Sammy Jankis, um contabilista semi aposentado de 58 anos que havia tido um acidente de aviação com sua esposa. Os médicos diagnosticaram uma possível lesão do hipocampo.
   A sua memória não abarcava mais de alguns minutos. Este tinha-se dirigido a Leonard uma vez que estava inválido, não trabalhava e as contas médicas eram enormes. O objetivo de Leonard era determinar se o estado de Sammy era psicológico ou físico. Apesar de não ver televisão, apenas anúncios por serem curtos, Sammy conseguia realizar coisas incríveis desde que as tivesse aprendido antes do acidente, como por exemplo dar insulina à sua esposa através de uma injeção. Os médicos garantiram a Leonard que existia uma doença “Perda de Memória a Curto Prazo”, rara mas genuína. Sammy não conseguia aprender nada de novo. Durante a pesquisa Leonard encontrou algo novo, condicionamento. Ele devia ser capaz de aprender por meio da repetição, é como se aprende a andar de bicicleta. Evolui-se com a prática. Os médicos analisaram a reação de Sammy ao condicionamento: pegar em três objetos à escolha. Alguns estavam eletrificados e davam choque ao toque. A finalidade era ver se Sammy sería capaz de aprender a evitar esses objetos, não por meio da memória mas sim por instinto. Os outros casos reagiram ao condicionamento, Sammy não, o que sugeria um fator psicológico e não físico. Recusaram pagar o seguro, visto que as doenças mentais não estavam abrangidas.
As passagens a cores retratam a investigação de Leonard, usando métodos de anotações e tatuagens no seu corpo para se lembrar das coisas. Tal como Leonard explica o seu problema é resultado de um ataque feito por dois homens em sua casa. Leonard matou o homem que estuprou e estrangulou sua esposa, porém o segundo homem que lhe bateu na cabeça escapou e fugiu, esta era a sua versão na qual a polícia não acreditava. Leonard tatuou em si mesmo o número da placa do carro de Jonh G. Vendo que este usava a roupa do seu namorado, Natlie fica irritada e após descobrir da sua condição, usou-a para fazer com que Leonard afastasse Dodd, um traficante de droga que a havia tratado mal. Entretanto Leonard lida com Teddy, que age como seu amigo, e que o ajuda a lidar com Dodd. O auge do filme começa quando Teddy explica que é um polícia disfarçado e que tem ajudado Leonard na investigação. Teddy diz que achou Jonh G. (Jimmy Grantz, namorado de Natalie) e manda-o para um prédio abandonado onde Leonard o mata e estrangula. Leonard tira uma foto polaroid e enquanto é revelada a cena a preto e branco faz à transição para o colorido e as cenas coloridas do filme começam. Leonard troca de roupa com Jimmy e enquanto arrastava o seu corpo, este sussurra Sammy fazendo Leonard questionar se Jimmy é o verdadeiro segundo homem. Teddy acaba por admitir que  Jimmy era apenas um traficante e que juntos já haviam matado o verdadeiro Jonh G. à um ano. Teddy afirma que Leonard confundiu elementos de sua própria vida com a de Sammy, explicando que Sammy era um enganador de pessoas que não tinha esposa. Afinal a esposa de Leonrd tinha sobrevivido ao ataque e ela é que era diabética. Foi a sua esposa que morreu de overdose de insulina e não a esposa de Sammy. Leonard vai embora com o carro de Jimmy. O filme termina com Leonard parando num tatuador pronto a fazer a tatuagem da placa de carro que vai levar à suposta morte de Teddy.





                                                                                                                                        Rute Ferreira